COM VOSSA LICENCIA, VOU ASSINAR EM NOME DE TODOS.
Nós, ativistas comunitários, tivemos o privilégio de viajar várias vezes a Israel. Na maioria das vezes, para não dizer sempre, voltamos maravilhados e emocionados com o avanço do país nas mais diversas áreas. Israel sempre nos surpreende. Israel nos orgulha, nos conecta com nossas origens, nos faz sentir especiais.
E após tantas viagens e participação em programas, desta vez, posso afirmar que nossa viagem foi realmente especial. Estar no Kotel no ato oficial de Iom Hazikaron é único.
Sentir a atmosfera de respeito, dignidade e profunda dor pairando no ar, é indescritível. Tentando com esforço nos colocar no lugar das famílias enlutadas que representam 24 .000 soldados caídos na criação e defesa de ISRAEL. Que não faleceram de causas naturais, acidentes ou doenças. Tombaram em defesa da Pátria Nacional e Milenar do Povo Judeu. É algo tão imenso e difícil de entender, que faltam palavras.
Juventude, idealismo, entrega, generosidade, sentido do dever e até ingenuidade da barbárie da guerra. E mais do dobro destes 24.000 caídos, ficaram feridos. Hoje, 50 mil soldados de Tzahal (IDF) e vítimas do terrorismo, estão marcados para sempre física e psiquicamente. A idade média de um ferido no dever militar é de apenas 20 anos, a flor da idade. Quando nossos filhos ou netos aqui no Brasil ou em qualquer outro lugar da diáspora estão cursando a Universidade, viajando pelo mundo, curtindo o amor e a liberdade.
Não se trata de uma série de Netflix, nem uma mensagem virtual. É a vida real do Estado e a população de Israel. Facetas que não sempre se mostram quando visitamos o país. Quem já não tirou uma foto com uma soldada uniformizada ou um chaial bonitão?
Muitos destes 50 mil feridos ficaram com sequelas gravíssimas. Cegos, sem braços ou pernas. Queimados, surdos, paralisados. Outros sentem pânico e carregam os fantasmas da guerra. Por testemunhar a morte dos seus companheiros de unidade ou porque o terrorismo os surpreendeu em um ônibus a caminho do trabalho.
Não tiramos fotos com eles. Já não estão uniformizados. Já não aparecem capa do jornal mostrando seu heroísmo. Na recente celebração dos 75 anos em Iom Hazamaut, festejamos todo o esplendor de um sonho milenar. A independência de Israel. Museus, cidades, universidades, diversas instituições, hospitais, startups, quantos projetos gloriosos temos a visitar, colaborar e admirar.
Tiferet é Gloria. Trata-se do grito final de cada homenageado no ato oficial no Monte Herzel em Iom Hazmaut . Mas ela não veio sozinha. Um alto preço se pagou e se continua pagando a cada dia. Apenas ontem um míssil atingiu um civil inocente. Não devemos nem podemos esquecer o preço de tanta gloria.
Apenas 4 anos atrás, quase ninguém tinha escutado falar no Brasil do Beit Halochem. Na sua próxima visita ou programa a Israel, inclua uma visita a algum dos 4 centros de reabilitação de soldados feridos e vítimas do terror de Beit Halochem.
Sinta a atmosfera de amor, companheirismo, otimismo, respeito e zelo por cada um deste heróis. Desde o momento em que são feridos e pelo resto das suas vidas Beit Halochem cuida deles e suas famílias. Eles querem e merecem viver com dignidade. Estudar, passear, namorar, trabalhar. Viver com plenitude dentro das suas possiblidades e se reintegrar à sociedade.
O heroísmo de Entebe, a vitória da Guerra dos Seis Dias, o alto preço da Guerra de Iom Kipur, o resgate dos judeus da Europa em barcos ilegais ou uma noite de cuidando a fronteira. Apenas alguns dos acontecimentos históricos que deixaram glorias, mas muitas marcas trágicas nas famílias de Israel.
LE TIFERET ISRAEL! GLORIA, MAS COM MUITA DOR.
Voltamos recentemente da missão de Beit Halochem Éramos 13 brasileiros junto a canadenses, franceses, suíços, mexicanos, argentinos, americanos, israelenses. Desta vez, não só voltamos admirados e surpreendidos de Israel Voltamos melhores pessoas, judeus e sionistas. Voltamos convictos de que queremos fazer mais pelos heróis feridos de Israel. Pessoas com muito a nos ensinar de resiliência, esforço e amor.
Encontramos muitos deles, experimentamos por alguns minutos como conseguem jogar basquetes ou andar de bicicletas sem usar as pernas. Eles nos surpreenderam pela calorosa bem-vinda. Em seu nome, peço licença aos meus companheiros de viagem para assinar estas palavras em nome de todos nós:
ANA IOSIF, ARIANA SALFATI, DEBORAH GUELMAN, -, GABRIELA BOBROW – DENISE GELBERG, DENISE WEISHOF, DINA KOGAN ,ELISA GRINEER -,JOEL RECHTMAN ,-LEAH E ROGERIO PICCIOTO,THAIS ROITMAN